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O Jogo da Alma

Relação cármica: porquê justamente esta pessoa

Há encontros que parecem começar a meio da conversa. Veem-se pela primeira vez e uma hora depois já saltaram o tempo, o trabalho, os filmes preferidos e todas aquelas perguntas com que as pessoas costumam conhecer-se. No segundo encontro contas-lhe uma coisa que as tuas amigas não sabem há anos, e ele olha para ti de um modo que te faz duvidar de que seja mesmo a primeira vez. Tudo anda depressa e de algum modo sozinho. As palavras vêm por si, a proximidade também, e à volta dele há uma familiaridade que terias dificuldade em explicar. Ao fim de duas semanas já sabem como foi a infância de cada um, o que doeu nas relações anteriores e de que têm medo. Se o ritmo aguentar mais um pouco, ao fim do mês só faltará decidir onde passam o Natal, embora o calendário marque abril.

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E logo quando dizes a ti mesma que finalmente encontraste alguém com quem tudo é fácil, o ritmo muda. Ontem falaram até às duas da manhã, hoje chega um simples «Está bem.» com ponto final. Num dia comum é uma palavra e um sinal de pontuação. Depois de tanta proximidade pode transformar-se numa conversa de duas horas com uma amiga, incluindo a análise do ponto, da hora do envio e do facto de há três dias ele usar ponto de exclamação.

Depois começam a aproximação e a distância, a promessa e o silêncio, o regresso e o novo começo. Passam meses, para alguns anos, até a pergunta «Porquê ele?» ir cedendo lugar a outra: «Porque é que esta história me é tão familiar?»

É daqui que arranca a verdadeira conversa sobre relações cármicas.

Quando o reconhecimento chega antes do conhecimento

A sensação mais forte num encontro assim é muitas vezes a familiaridade. Essa pessoa ainda não tem história na tua vida, e a sua presença já pesa. A voz, o olhar, a maneira como se aproxima ou se afasta despertam uma reação que parece muito maior do que o tempo passado juntos.

O olhar espiritual liga isto a uma história comum entre duas almas. Ficou uma vivência, uma escolha, uma promessa ou uma lição que volta a procurar o seu lugar. Por isso a proximidade pode ultrapassar a lógica. A alma já reconheceu, enquanto a razão ainda anda a juntar informação e a tentar perceber se essa pessoa tem ao menos o hábito de responder às mensagens dentro da mesma semana do calendário.

Há também um lado inteiramente humano. Reconhecemos surpreendentemente bem aquilo com que crescemos, mesmo depois de anos a prometer a nós próprios que nunca o repetiríamos.

Imagina uma menina cujo pai era muito carinhoso quando estava presente, mas faltava muitas vezes, e nunca se sabia quando teria tempo para ela. Quando está, ela é a menina dele. Quando não está, espera. Vinte anos depois conhece um homem que é maravilhoso quando está perto e que depois pode desaparecer durante uns dias. Ela sente uma ligação enorme com ele. E há uma razão: essa sensação conhece-a há muito tempo.

Outra pessoa cresceu com uma mãe cuja aprovação tinha de ser merecida. Uma boa nota, o comportamento certo, mais um bocadinho de esforço. Já adulto, apaixona-se por uma mulher perante a qual tem de provar outra vez como é bom, interessante e valioso. Acredita sinceramente que está a lutar pelo seu amor. A velha tarefa apareceu simplesmente com uma cara nova.

Por isso, perante um reconhecimento muito forte, vale a pena perguntar: «Quando é que já me senti assim antes?» Na resposta aparece muitas vezes um pai ou uma mãe, um primeiro amor, um casamento antigo ou alguém por quem esperaste tempo demais.

Quando a atração forte começa a parecer uma prova

Se o sentimento é enorme, é natural darmos-lhe um significado enorme. Pensas nele de manhã, enquanto trabalhas, à noite, na loja e mais uma vez enquanto supostamente vês um filme. Daí é um passo curto até ao pensamento: «Se nunca me senti assim, então é ele.»

A atração forte diz de facto algo importante. Mostra que essa pessoa tocou num lugar profundo dentro de ti. Nesse lugar pode haver amor, uma falta antiga, medo do abandono, necessidade de reconhecimento, um padrão familiar conhecido, ou várias coisas ao mesmo tempo.

Para uma vida em comum são precisas, no entanto, qualidades bem mais terrenas. Como falam um com o outro quando estão zangados? Querem coisas parecidas? Sabem fazer planos? Um vê um futuro em conjunto enquanto o outro explica há três meses que «não gosta de rótulos»? E sobretudo: essa pessoa está presente também numa terça-feira à tarde qualquer, quando não há jantar bonito, vestido novo nem três horas de conversa debaixo das estrelas?

Podes ter uma química incrível com um homem que na segunda-feira diz que nunca conheceu uma mulher como tu, na quarta precisa de ficar sozinho e no domingo se espanta sinceramente por teres pensado que os sentimentos dele mudaram. A atração é completamente verdadeira. A confusão também.

Por isso uma relação segura pode, no início, parecer quase suspeitosamente vulgar a quem está habituada a que o amor venha acompanhado de espera. O novo companheiro telefona quando disse que telefonava. Aparece quando combinaram. Se alguma coisa o preocupa, diz. Ao fim de um mês surge o pensamento estranho: «Estou muito bem, mas onde estão as borboletas?»

Talvez às borboletas tenham simplesmente dado um dia de folga.

Quando durante anos o amor esteve ligado à incerteza, a segurança tem primeiro de se tornar familiar para que comeces a senti-la como proximidade.

O mesmo enredo com caras diferentes

Enquanto estás dentro de uma relação, cada acontecimento tem a sua explicação. Afastou-se porque tem problemas no trabalho. Voltou porque percebeu o que sente. Desapareceu outra vez porque tem medo da intimidade. No mês seguinte aparece uma explicação nova.

De fora, o quadro costuma ser bastante mais simples.

Há um período intenso de proximidade. Depois chega a distância. Começas a pensar mais do que a viver. Voltas a ler as conversas, regressas ao último encontro, lembras-te exatamente do que disseste há cinco dias e a certa altura já tens uma teoria segundo a qual tudo se estragou por causa de um comentário algures perto da sobremesa.

Depois a pessoa volta.

O alívio é tão forte que as perguntas antigas perdem peso depressa. Há uma conversa nova, uma promessa nova, um começo novo. Com o tempo tudo arranca pelo percurso conhecido.

Um período assim pode ser apenas uma parte difícil de uma relação. Fica mais interessante quando o mesmo enredo começa a chegar com pessoas diferentes.

Há cinco anos esperavas que alguém decidisse se queria uma relação. O companheiro seguinte era completamente diferente, e voltaste a esperar. O terceiro tem outro trabalho, outra idade e outro feitio, e a frase final dele parece-se de forma suspeita com a do primeiro: «Gosto muito de ti, mas neste momento não consigo dar-te aquilo que queres.»

Depois do terceiro «neste momento», temos o direito de suspeitar que a vida está a repetir a matéria, porque as duas primeiras edições ficaram claramente por ler.

Então a pergunta «Porque é que encontro pessoas assim?» começa a transformar-se em «O que é que me faz ficar dentro deste guião?»

A resposta pode ser o medo da solidão, a esperança de que ele mude, a necessidade de ser escolhida, ou a velha crença de que se te esforçares o suficiente o amor acabará por ficar seguro. Quando vês a tua própria parte, passas a ter a possibilidade de fazer algo diferente.

Alma gémea, relação cármica ou simplesmente uma boa febre de amor

As três podem começar com uma atração enorme e uma sensação de reconhecimento. A diferença verdadeira aparece mais tarde, quando a primeira magia já passou e a vida começou a intrometer-se com as suas segundas-feiras, as contas, o trabalho e o mau humor.

Ao lado de certa pessoa vais tornando-te aos poucos mais tu própria. Tens uma relação e tens também a tua vida. Vês os teus amigos, trabalhas, interessas-te pelo mundo, tens ideias e vontades. Há conflitos, porque duas pessoas sem um único conflito ou são santos, ou um deles ainda não deu por si numa relação. Mas depois da conversa difícil conseguem voltar um para o outro e continuar.

É assim que muitos vivem o encontro com uma alma gémea: há um reconhecimento forte e espaço suficiente para cada um continuar a ser quem é.

Numa história cármica, um ponto sensível é tocado vezes sem conta. Se o teu tema é o abandono, haverá espera. Se é o teu próprio valor, a vida levar-te-á a situações em que terás de escolher se o defendes. Se estás habituada a salvar toda a gente à tua volta, há uma boa probabilidade de conheceres alguém que oferece um programa de salvamento rico e de longa duração.

As relações cármicas ensinam com insistência. Se a matéria fica por perceber, a vida tem o desagradável hábito de a mandar outra vez com nome novo e fotografia de perfil nova.

Uma paixoneta forte pode ser muito mais simples. Conheceste alguém de quem gostas imenso. Há química, desejo, novidade, o momento certo e imaginação suficiente para escrever metade do futuro antes do terceiro encontro. Isso também pode ser bonito. Nenhuma grande paixão tem a obrigação de arrumar vidas passadas.

É mais útil olhar para como vives entre os encontros. Ainda tens vontade da tua própria vida, ou ela vai girando aos poucos à volta de um único telemóvel? Quando ele se cala, continuas o teu dia, ou começa uma investigação que impressionaria uma brigada criminal? Falas à vontade daquilo que queres, ou pesas cada palavra para não o assustar?

São precisamente estes pequenos pormenores que costumam contar o mais importante.

O que se vê no céu entre duas pessoas

Na sinastria há contactos que ajudam a perceber porque é que uma pessoa entra com tanta força na nossa vida e porque é que o encontro com ela pesa de forma diferente de tantos outros.

Os nós lunares são um dos primeiros sítios que vale a pena olhar. Quando o Rahu ou o Ketu de um faz um contacto forte com o Sol, a Lua, Vénus ou Marte do outro, o encontro chega muitas vezes com aquele reconhecimento imediato. Essa pessoa pode abrir uma direção para a qual caminhavas há muito sem dar por isso, ou acordar um padrão antigo com tanta força que te pareça logo familiar.

Uma mulher, por exemplo, conhece um homem e em poucos meses começa a pensar numa cidade nova, noutro trabalho ou numa vida que até aí nem imaginara. Ele parece ter aberto uma porta por onde ela passava há anos. Noutro casal, o mesmo contacto aos nós pode trazer de volta o velho tema da espera: um volta a perseguir a proximidade, o outro decide até onde o deixa chegar.

Saturno tem um feitio completamente diferente. Tem a ver com tempo, responsabilidade e ligações difíceis de esquecer. Duas pessoas podem estar separadas há anos e uma delas sentir ainda um dever para com a outra. Numa união longa, Saturno pode dar firmeza e a capacidade de atravessar anos duros. Noutra história, esse mesmo peso leva alguém a perguntar-se um dia porque é que carrega a relação quase sozinho.

Plutão entra mais fundo. Com contactos fortes há atração enorme, ciúme, medo de perder, vontade de saber tudo sobre o outro e luta pelo controlo. Depois de uma relação assim raramente nos olhamos da mesma maneira, porque ela traz à superfície sentimentos até aí bem arrumados.

A casa doze traz uma história mais subtil. Entre duas pessoas pode haver um segredo, idealização, sentimentos nunca ditos, ou um amor que se desenvolve muito melhor nos pensamentos do que na agenda. No mundo interior já viveram uma história inteira; no real ainda não conseguem combinar um jantar como deve ser.

O sentido destes contactos astrológicos é ajudar-te a perceber porque é que justamente aquela pessoa carregou justamente naquele botão dentro de ti. O que fizeres depois com aquilo que viste é escolha tua.

Quando «cármico» começa a explicar demasiado

As pessoas conseguem ser extraordinariamente inventivas quando desejam muito que uma história de amor tenha um sentido superior.

«Temos uma ligação cármica muito forte» soa bastante mais impressionante do que «Desaparece dez dias e depois escreve à uma e quarenta e sete da manhã.»

Algumas relações muito intensas alimentam-se precisamente desta alternância de proximidade e distância. Ele é caloroso, atento e carinhoso, e depois desaparece. Quando volta, o alívio é enorme. Com o tempo já estás à espera do próximo período bom, na esperança de que desta vez dure mais.

A psicologia chama a isto reforço intermitente. O mesmo princípio faz andar as máquinas de jogo: o prémio chega a intervalos imprevisíveis e a pessoa continua a tentar. No amor, a moeda é uma mensagem, um telefonema, uma promessa ou mais um «estava a pensar em ti».

O sentido espiritual de um encontro pode contar. É bom que ao lado dele esteja também uma pergunta muito terrena: «O que é que está mesmo a acontecer entre nós?»

Se a relação te ajuda a ver um padrão antigo teu, o olhar cármico pode abrir um tema verdadeiramente importante. Onde há humilhação, ameaças, controlo sobre o dinheiro, isolamento dos teus ou violência física, a prioridade já é a segurança e a ajuda profissional. Uma explicação espiritual não tem por tarefa tornar suportável uma vida em que alguém se está a perder.

Como se fecha um círculo cármico

Muita gente espera que seja o outro a dar o último passo. Que peça desculpa. Que admita o que sente. Que explique porque agiu assim. Que volte suficientemente mudado para ficar claro que todos aqueles anos tiveram um sentido.

Ele pode fazê-lo. Pode também seguir a vida com os mesmos hábitos e com uma versão completamente diferente da história comum.

A mudança começa quando a resposta dele deixa de decidir o que vais fazer tu.

Ouve-lo pela quarta vez: «Neste momento não consigo dar-te a relação que queres.» Antes ouvias sobretudo «neste momento» e esperavas que esse momento acabasse. Desta vez ouves a frase inteira.

Ou ele desaparece e um mês depois manda «Tenho saudades tuas». Antes essas palavras bastavam para recomeçar do início. Agora o teu primeiro pensamento é: «Está bem. E o que queres fazer com isso?»

A diferença parece pequena e muda a conversa toda.

O círculo cármico enfraquece quando deixas de representar o teu velho papel. Quem espera deixa de esperar. Quem salva deixa ao outro a responsabilidade que é dele. Quem se cala sempre começa a dizer o que quer. E quem passou anos a juntar migalhas e a transformá-las num jantar para dois olha finalmente para o que há de facto no prato.

É precisamente num momento destes que o antigo pode reaparecer. A vida tem um sentido de oportunidade muito próprio.

O telemóvel acende-se com o nome conhecido. A mensagem é quase a mesma. Só quem a lê já é outra pessoa.

E então uma história pode acabar sem cena nenhuma. Simplesmente já não há nada para repetir.

Onde continuar dentro do FatedWays

Se através de pessoas diferentes volta sempre o mesmo enredo amoroso, começa por Carma. Aí podes olhar mais fundo para a própria repetição: que padrão carregas, de onde vem e que velho papel teu continua a trazê-lo de volta.

Se quiseres olhar para duas pessoas em concreto — porque é que a atração é tão forte, onde se encontram com facilidade, onde se desencontram e o que vos liga um ao outro — segue para Compatibilidade.

Se tens uma pergunta amorosa concreta que não te dá descanso — para onde vai a relação, o que se passa com ele e o que importa ver neste momento — podes entrar em Amor.

Se já vês que as pessoas mudam enquanto o guião guarda de forma suspeita as suas falas, lê também Porque é que o mesmo continua a acontecer-te.

E se a relação acabou mas os teus pensamentos ainda moram na morada antiga, segue para Como esquecer alguém, quando o tempo sozinho não chega.

Perguntas frequentes

O que é uma relação cármica?

Chamamos cármica a uma relação em que há um reconhecimento forte e um tema que volta vezes sem conta. Para um é a espera, para outro o medo do abandono, para um terceiro a necessidade de provar sem parar o seu valor. A pergunta mais interessante é o que essa relação repete na tua vida e porque é que justamente com aquela pessoa o vês com tanta clareza.

Como sei se a minha relação é cármica?

Olha para a história toda. A proximidade rápida, a sensação de conhecer aquela pessoa há muito, as ruturas e os regressos e a repetição de um mesmo tema doloroso dão um quadro bem mais claro quando aparecem juntos.

Uma relação cármica pode durar?

Pode. Quando duas pessoas veem o padrão antigo e começam a agir de outra maneira, a relação pode ganhar uma forma completamente diferente. Se um continua pelo percurso do costume enquanto o outro tenta mudar tudo sozinho, a história torna-se bastante mais dura.

Alma gémea e parceiro cármico são a mesma coisa?

Uma pessoa pode ser muito importante na tua vida por razões diferentes. É mais útil ver no que se torna a tua própria vida ao lado dela. Numa relação tens mais liberdade para seres tu própria e para cresceres. Noutra, um mesmo ponto sensível antigo pede atenção sem parar.

O que significam os nós lunares na sinastria?

Os contactos fortes entre os nós lunares de um e os planetas pessoais do outro são muitas vezes associados a uma sensação de reconhecimento e a uma importância especial do encontro. Uma pessoa assim pode abrir uma direção nova na tua vida, ou acordar um padrão antigo com tanta força que a relação dificilmente se vive como um conhecimento qualquer.

Como percebo qual é a minha lição?

Olha para o que fazes vezes sem conta. Se esperas por pessoas que ainda «não estão prontas», o tema tem provavelmente a ver com as tuas escolhas e os teus limites. Se salvas o teu companheiro em cada crise dele, pergunta a ti mesma quando é que os problemas dele passaram a ser mais importantes do que a tua vida. Se te apaixonas por pessoas indisponíveis, olha para o que essa distância te dá e de que proximidade te protege. Normalmente a lição vê-se bastante bem. Só que vivemos com ela tanto tempo que acabámos por tomá-la como normal.

Uma relação cármica pode transformar-se num amor saudável?

Pode, quando os dois mudam a maneira como participam nela. São precisas conversas claras, limites, constância e disposição para deixar o guião antigo por representar, em vez de o pôr no ar mais uma temporada com o mesmo final.

Porque é que custa tanto largar justamente esta pessoa?

Porque junto com a pessoa vai-se também a ideia daquilo que poderia ter sido. Largas a espera, a esperança, o futuro que já tinhas construído na cabeça e a vontade de que desta vez a história acabasse finalmente de outra maneira. Por isso algumas relações ficam dentro de nós muito mais tempo do que o tempo que realmente passámos nelas.

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Escrito por

Vanya Vuchkova

taróloga e quiromante, criadora do FatedWays

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