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O Jogo da Alma

Os Rastos do destino — porque o Jogo da Alma ganha valor com o tempo

Uma leitura pode dizer muito sobre o dia de hoje. Pode captar a pessoa em quem pensas, a decisão que vais adiando, a mudança que já sentes, ou a pergunta que julgavas ter deixado para depois e que continua a aparecer na tua cabeça entre o trabalho, o telemóvel e a questão do que haverá para o jantar.

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Algumas leituras lembramo-las durante meses, porque tocaram exatamente aquilo que estávamos a viver na altura. Outras vão-se desvanecendo, porque a vida continua e traz mais conversas, mais pessoas, mais decisões e dezenas de pequenos acontecimentos. Ao fim de alguns meses guardamos sobretudo a sensação geral, enquanto os pormenores já passaram pela sala de montagem privada da nossa memória, que tem bastante talento para esse trabalho.

E é precisamente por isso que uma das partes mais valiosas do Jogo da Alma começa a revelar-se com o tempo.

Os Rastos do destino guardam o caminho que de outro modo iríamos esquecendo. Cada jogada deixa um pequeno sinal: a casa em que caíste, a sensação que escolheste, a Pergunta do Espelho, a tua resposta, a nota que deixaste, a tarefa do dia, o símbolo, a runa ou o I Ching por onde passaste. Um dia desses pode parecer perfeitamente comum. Dois meses depois já tens uma sequência. Meio ano depois tens uma história. Um ano depois podes abrir as tuas próprias palavras e ver alguém que conheces muito bem e de quem, no entanto, já começaste a lembrar-te de outra maneira: tu mesmo(a), há meses.

Se jogares a sério, com o tempo terás algo muito valioso

Por isso digo-te logo de início: se entrares no Jogo da Alma, joga-o com regularidade. Entra todos os dias que puderes, faz a tua jogada, escolhe a sensação com honestidade e responde às perguntas. Deixa também notas, ainda que muito curtas. Não é preciso escrever um tratado filosófico numa quarta-feira de manhã. «Estou outra vez a pensar na mesma pessoa» é uma nota excelente. «Acho que já sei o que quero» também. «Esta pergunta irritou-me» pode revelar-se, quatro meses depois, muito mais interessante do que meia página de belas explicações. Neste momento estas frases parecem pequenas, e no entanto são precisamente elas que guardam a pessoa real que eras naquele dia.

Imagina que em março escreveste: «Espero mais um pouco, há uma razão para ele agir assim.» Em abril aparece: «Começo a estar farta de esperar.» Em maio já escreves: «Talvez a pergunta seja porque é que eu ainda estou nisto.» E em junho: «Na verdade já não quero esta relação.» Se te apoiares apenas na memória, com o tempo pode ficar-te a sensação de que a decisão chegou de repente. Os Rastos vão mostrar-te todo o caminho até lá. Vais ver quando sentiste a mudança pela primeira vez, quando começaste a nomeá-la e quando já estavas pronto(a) para fazer algo diferente.

O mesmo pode acontecer com o trabalho. No início perguntas se haverá promoção, depois começas a falar do modo como o teu esforço é tratado, com o tempo aparece o tema do preço, e mais tarde começas a pensar num rumo teu. Se olhares para essas perguntas uma a uma, cada uma pertence ao seu dia. Se as vires reunidas ao longo de meses, começas a ver desenvolvimento. E é essa imagem a parte valiosa.

As salas são maravilhosas, e o Jogo reúne o tempo

O FatedWays tem muitas salas e gosto delas justamente porque cada uma tem a sua maneira de te ajudar a olhar para uma situação. Podes entrar no Tarot, nas Runas, no I Ching, no Karma, no Amor, na Linhagem, no Largar, na Encruzilhada, no Mestre Celeste e nos restantes espaços, e receber um olhar sobre uma pergunta ou um período concreto. Num dia precisas do Tarot, noutro ficas curioso(a) sobre o que dirá o I Ching, e num terceiro apetece-te olhar para a linhagem, para a relação, para o céu ou para o teu próprio rumo. Estas salas dão muito, e por isso fazem parte de toda a experiência.

O Jogo da Alma acrescenta algo que se torna cada vez mais interessante com o tempo: reúne os dias soltos. Depois de uma jogada tens uma vivência para aquele dia. Depois de dez podem aparecer repetições. Depois de cinquenta começa a desenhar-se um rumo. Ao fim de alguns meses já podes comparar a pessoa que eras no início com a que faz as perguntas agora. Esse valor acumula-se pouco a pouco, e é exatamente por isso que a regularidade conta. Se entraste apenas quando a vida decidiu ocupar-te com uma saga amorosa, terás uma excelente crónica dessa saga. Se jogares também nos dias comuns, terás uma imagem muito mais completa de ti mesmo(a).

O Rasto — o que regressa à tua vida agora

O Rasto começa a formar-se logo a partir da terceira jogada e trabalha com os teus últimos doze passos. Renova-se todos os dias e a cada nova jogada, por isso mantém-se perto daquilo que vives no período atual. As casas podem ser diferentes, as perguntas também, e por elas começa muitas vezes a passar um tema comum.

Digamos que em duas semanas te saíram perguntas sobre trabalho, amor, família e dinheiro. No trabalho esperas que alguém reconheça o teu esforço. No amor esperas que a outra pessoa dê um passo. Na família esperas que alguém perceba finalmente o que te pesa. Com o dinheiro esperas o momento certo para dizer o teu preço. Quatro áreas diferentes, e o Rasto pode notar um único movimento: esperas que seja o outro a dar o primeiro passo. Isso já muda a maneira como olhas para as quatro situações.

Outra vez pode acontecer que nas tuas notas volte sempre a palavra «tenho de». Tenho de ajudar. Tenho de esperar. Tenho de ser compreensivo(a). Tenho de acabar mais um pouco. Tenho de não desiludir ninguém. Ao quinto «tenho de» já começas a suspeitar que essa palavra se instalou bastante confortavelmente na tua vida e que talvez seja altura de lhe pedir renda.

Repetições destas parecem miudezas no dia a dia. Quando as vês reunidas, começam a dizer muito mais.

O Fio — como mudas ao longo de todo o caminho

O Fio abre-se na quinquagésima jogada e depois é reescrito a cada dez. Olha já para todo o caminho acumulado: as casas, os símbolos, as runas, o I Ching e a maneira como passaste por eles. É o momento em que começas a ver o arco maior.

Podes reler a tua primeira pergunta e sorrir, porque a pessoa ou a situação que na altura ocupavam metade do teu mundo hoje quase não têm importância. É uma prova muito bonita da mudança, porque no dia a dia raramente damos conta de quanta coisa deixámos para trás. Também podes descobrir que cinquenta jogadas depois ainda andas à volta de um tema parecido, por muito que a formulação se tenha tornado mais elegante. No início perguntavas: «Vai escrever?» Depois: «O que sente ele na verdade?» Mais tarde: «Porque é que esta relação não avança?» E algures pelo caminho podes dar-te conta de que há meio ano andas a analisar alguém que conseguiu produzir três mensagens e um «logo se vê». Isso também é informação valiosa.

O Fio mostra onde avançaste, o que ultrapassaste, que perguntas caíram e quais continuam a pedir atenção. Com tempo suficiente torna-se um relato muito pessoal do teu movimento.

Como a pergunta mudou

Esta secção aparece a partir da segunda pergunta e para mim é uma das mais interessantes, porque a língua costuma denunciar a mudança muito antes de a termos percebido por inteiro. No início talvez perguntes: «Vai voltar?» Com o tempo a pergunta passa a ser: «Porque é que estou à espera?» Depois: «O que quero eu de uma relação?» Com o dinheiro podes começar em «Vou ter mais?», passar por «Porque me custa pedir mais?» e com o tempo chegar a «Porque sinto que tenho de explicar o valor do meu trabalho?»

A própria pergunta começa a mostrar como se desloca a tua relação com a situação. A certa altura o centro é o acontecimento ou a outra pessoa, e mais tarde começas a ver as tuas decisões, os teus desejos e os teus limites. Essa mudança costuma acontecer devagar, por isso raramente a notamos em movimento. Quando as perguntas ficam guardadas umas a seguir às outras, torna-se muito clara.

O que não reparaste

«O que não reparaste» abre-se com doze passos nos últimos três meses e procura as ligações entre momentos separados por tempo suficiente para não os teres ao mesmo tempo na memória. Em maio talvez tivesses uma dificuldade no trabalho, e o tema era o limite. Em junho a mesma sensação apareceu na família. Em agosto voltou na relação. As pessoas são diferentes, as situações também, e de cada vez calaste alguma coisa, esperaste demasiado tempo ou confiaste em que o outro percebesse sozinho.

Quando essas situações estão a meses de distância, tomamo-las facilmente por histórias separadas. Os Rastos podem mostrar o mecanismo comum. A vida também é bastante inventiva: se um tema ainda tem assuntos connosco, muda tranquilamente de protagonista, de cenário e de data e volta a aparecer. Com o tempo começa-se a reconhecer o enredo antes da segunda temporada.

A Crónica do Espelho — as tuas próprias palavras ao longo do tempo

A Crónica do Espelho guarda as tuas respostas às Perguntas do Espelho e com o tempo pode tornar-se uma das partes mais valiosas de toda a experiência. Imagina que jogas quase todos os dias durante um ano. Terás centenas de pequenos rastos da forma como pensavas em períodos diferentes: apaixonado(a), zangado(a), seguro(a), esgotado(a), inquieto(a), decidido(a) ou convencido(a) de que este caso em concreto é a exceção a tudo o que sabes sobre ti.

Vais poder ler o que escreveste dois meses antes de uma decisão importante. Como falavas de alguém que hoje já está longe da tua vida. Como descrevias um trabalho que depois deixaste. O que sentias antes de um período que veio a revelar-se o início de uma grande mudança. É um arquivo pessoal que poucos têm, porque mesmo quando escrevemos um diário raramente registamos os mesmos temas interiores com tanta constância.

Às respostas antigas podes voltar e acrescentar. Assim uma pergunta a que em fevereiro respondeste «ainda não sei» pode receber em agosto uma resposta bem diferente. A diferença entre essas duas frases já mostra quanto caminho fizeste.

A Carta do Eu futuro

A Carta chega num limiar: cinquenta jogadas, meio ano ou um ano no jogo. Fala do ponto de vista daquela versão tua que já está para além do período por onde passas agora. Essa distância conta, porque a pessoa presente vive tudo de perto. Um problema pode parecer enorme, uma separação interminável, uma mudança uma decisão para a vida toda. Com o tempo a escala costuma ser outra.

Hoje podes estar convencido(a) de que não sobreviverás ao fim de uma relação, e um ano depois perguntares-te porque deste tanta atenção a alguém que só sabia responder a mensagens à quinta-feira depois das dez e meia. Também pode haver uma decisão que hoje parece pequena e que com o tempo se revela justamente a curva de onde partiram muitas outras mudanças. A Carta reúne esse olhar mais distante e devolve-o ao período por onde passaste.

Porque te aconselharia a jogar todos os dias

Se fazes parte do FatedWays, usa as salas, porque são maravilhosas e cada uma tem o seu carácter. Entra no Tarot, nas Runas, no I Ching, no Karma, no Amor, na Linhagem, no Largar, na Encruzilhada, no Mestre Celeste e nos restantes espaços quando tiveres uma pergunta ou simplesmente quiseres ver o teu dia de outro ângulo. A par disso, dedica uns minutos ao Jogo da Alma, porque o seu valor cresce com cada dia que passa.

A regularidade conta de modo especial. Se puderes, entra todos os dias. Mesmo sem uma grande pergunta, entra. Mesmo que o dia te pareça comum, faz a jogada. Mesmo que te pareça ter escrito ontem quase o mesmo, responde outra vez. Com o tempo é justamente a repetição que pode vir a ser a parte mais importante da história. Se durante três meses seguidos voltas a um tema, isso já significa alguma coisa. Se uma palavra aparece em dez notas, merece atenção. Se a pergunta foi mudando aos poucos, vais poder ver quando começou.

Ao fim de um mês terás os primeiros padrões. Ao fim de alguns meses poderás comparar períodos. Ao fim de um ano terás um arquivo pessoal que mostra o que te aconteceu e como pensavas, sentias, escolhias e mudavas pouco a pouco.

É por isso que considero os Rastos tão valiosos. Enriquecem juntamente contigo.

O que depende de ti

Os Rastos trabalham com o material que lhes dás, por isso a honestidade conta mais do que uma resposta bonita. Escolhe a sensação que tens de facto. Se for tédio, escolhe tédio. Se for raiva, escolhe raiva. Se a pergunta te incomodou, podes escrevê-lo à vontade. O teu Eu futuro não precisa de ficar impressionado com o teu talento literário. Vai interessar-lhe muito mais saber o que pensavas realmente naquela terça-feira de março.

Deixa notas, mesmo quando tens só uma frase. «Voltei a adiar a conversa.» «Hoje tanto me faz.» «Acho que já estou pronto(a).» «Estranho, desta vez a pergunta não me tocou.» Com o tempo estas linhas curtas podem dizer-te imenso, porque foram escritas antes de saberes o que viria a seguir.

Como se começa

A Memória da Alma faz parte do Santuário dos Guardiões e está incluída na subscrição. O acesso começa logo nos sete dias gratuitos, e para arrancar não é pedido cartão bancário. O primeiro Rasto aparece a partir da terceira jogada, a Crónica do Espelho começa a crescer com as tuas respostas, «Como a pergunta mudou» arranca na tua segunda pergunta, «O que não reparaste» abre-se com doze passos no espaço de três meses, e o Fio chega na quinquagésima jogada e depois renova-se a cada dez.

Para começar precisas de uma pergunta que hoje esteja viva para ti, um número de um a seis e a primeira jogada. Amanhã volta outra vez. Depois mais uma. Deixa o Jogo acumular os teus dias e dá-lhe as tuas próprias palavras, porque é precisamente delas que nascerá com o tempo a parte mais valiosa.

Ao fim de alguns meses vais poder abrir os Rastos e ler o que esperavas, do que tinhas medo, o que começavas a perceber, que perguntas mudaram e quando deste o primeiro pequeno passo para algo diferente. Ao fim de um ano terás uma parte da tua vida reunida de uma maneira que normalmente se perde.

E então vais perceber porque vale a pena entrar todos os dias.

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Perguntas frequentes

O que são os Rastos do destino?

Os Rastos do destino são a memória do Jogo da Alma. Reúnem as tuas jogadas, perguntas, sensações, respostas e notas, e pouco a pouco começam a mostrar os temas que se repetem, a mudança na tua maneira de pensar e as ligações entre períodos diferentes.

Quantas jogadas são precisas?

O primeiro Rasto aparece a partir da terceira jogada. «Como a pergunta mudou» arranca na tua segunda pergunta, «O que não reparaste» abre-se com doze passos no espaço de três meses, o Fio chega na quinquagésima jogada, e a Crónica do Espelho cresce com cada resposta tua.

Porque é bom jogar com regularidade?

Porque o valor dos Rastos nasce da acumulação. Quanto mais constante fores a jogar e a responder, mais completa fica a tua história pessoal e mais ligações podem surgir entre os períodos.

O que acontece se falhar um dia?

Continuas no seguinte. O que foi acumulado fica no teu perfil. Se puderes, joga todos os dias, porque jogadas regulares dão uma imagem muito mais rica ao longo do tempo.

Tenho de escrever respostas longas?

Uma frase honesta chega perfeitamente. Com o tempo a resposta curta, escrita no próprio dia, costuma ser muito mais valiosa do que uma explicação longa composta meses depois.

Qual é a diferença entre as salas e o Jogo da Alma?

As salas permitem-te examinar perguntas concretas através dos vários espaços do FatedWays. O Jogo da Alma reúne os teus passos ao longo do tempo e vai construindo uma crónica pessoal das tuas perguntas, reações e evolução.

Os meus registos ficam guardados se mudar de telemóvel ou de computador?

Sim. Estão ligados ao teu perfil e vês os mesmos a partir de qualquer aparelho onde entres.

Quem vê as minhas respostas?

A Crónica do Espelho é uma parte privada do teu perfil.

É preciso subscrição?

A Memória da Alma faz parte do Santuário dos Guardiões. Os sete dias gratuitos incluem o acesso e podes começar sem cartão bancário.

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